quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Gigante Acordou

(Terceira Ponte, Vitória, ES)

Com o preparativo dos grandiosos eventos esportivos que serão sediados no Brasil em 2014, tornou-se inevitável o despertar da população em relação a todos os problemas e déficits presentes na segurança, educação e infraestrutura do país. Milhões de brasileiros saem às ruas reivindicando soluções ao governo em relação ao aumento da tarifa do transporte público e em relação à falta de investimento dos governantes em prol da segurança, educação e saúde.



É possível dizer que a população brasileira realmente acordou, e a democracia está ainda mais em vigor, pois com todas estas manifestações os políticos foram submetidos de uma forma vagarosa a cumprir o que a população reivindica a tanto tempo. Em qualquer cartaz ou pronunciamento, as manifestações condenam firmemente os grandes gastos efetuados com os preparativos para a copa do mundo, que esta sendo exclusivamente o centro das atenções, enquanto questões como hospitais hiperlotados sem infraestrutura alguma, falta de segurança nas ruas e a má qualidade de ensino, são presenciados diariamente no decorrer de todos os anos, sem melhora ou importância alguma da parte governamental.
Além disso, é importante lembrar que tais manifestações estão gerando grande orgulho e honra a democracia brasileira, mas o que não esta sendo positivo é a violência cometida por parte de alguns manifestantes. Tais indivíduos, infelizmente vão às ruas para depredar o patrimônio publico e para iniciar confrontos com a polícia, gerando inúmeros acidentes e prejuízos incontáveis para a própria população, pois tudo o que é depredado no país, é simplesmente descontado de cada cidadão brasileiro por meio dos impostos, sendo algo negativo ao país. 
A copa do mundo sediada no Brasil, com certeza gerará muitos empregos, mas com tanta evolução mundial, não é possível mais presenciar pessoas morrendo em hospitais por falta de profissionais, cidadãos honestos sendo roubados e assassinados a todo momento e precariedade no ensino publico. Portanto, deve haver cada vez mais manifestações pacificas enquanto o governo não tomar as medidas e atitudes necessárias, pois um país como o Brasil necessita de muitos investimentos em educação, saúde e segurança, que são sempre camuflados e deixados por último pelos políticos.


Movimento Racial


È o nome genérico dado ao conjunto dos diversos movimentos sociais afro-brasileiros, particularmente aqueles surgidos a partir da redemocratização pós-Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro e São Paulo.
Movimentos sociais expressivos envolvendo grupos negros perpassam toda a História do Brasil. Contudo, até a Abolição da Escravatura em 1888, estes movimentos eram quase sempre clandestinos e de caráter radical, posto que seu principal objetivo era a libertação dos negros cativos. Visto que os escravos eram tratados como propriedade privada, fugas e insurreições, além de causarem prejuízos econômicos, ameaçavam a ordem vigente e tornavam-se objeto de violência e repressão não somente por parte da classe senhorial, mas também do próprio Estado e seus agentes.

Movimento Urbano



Constituem tema que só recentemente ganhou maior envergadura de pesquisa, sem que tenha deixado de ser extremamente polêmico do ponto de vista interpretativo. Nele estão embutidas questões teóricas extremamente complexas, entre as quais, o caráter das lutas (de classe) por eles desenvolvidos, suas articulações com partidos políticos ou seus antagonismos em relação ao Estado. Outros estudos questionam -seu significado cultural em termos de gerar novas formas de sociabilidade e valores que se contraponham ao elitismo tão marcadamente presente na sociedade brasileira. Ou ainda, questionam seu significado político no processo de transição, iniciado no percorrer da década de 70, para um regime mais aberto e democrático. Finalmente, além da questão da extensão da cidadania, devido às contradições inerentes a um sistema de dominação e de apropriação de riquezas altamente excludente, te matizam acerca do potencial de radicalidade das lutas urbanas, cujo horizonte não se esgotaria nos parâmetros de uma sociedade capitalista.

Movimento do Campo




O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, também conhecido pela sigla MST, é um movimento social brasileiro de inspiração marxista e do cristianismo progressista, cujo objetivo é a realização da reforma agrária no Brasil. O MST teve origem na década de 1980. Defendem eles que a expansão da fronteira agrícola, os megaprojetos — dos quais as barragens são o exemplo típico — e a mecanização da agricultura contribuíram para eliminar as pequenas e médias unidades de produção agrícola e concentrar a propriedade da terra.
Em 17 de junho de 2005 o MST fez a sua marcha em direção a Brasília. Entre os dias 11 e 15 de junho de 2007, o MST realizou em Brasília seu 5º Congresso Nacional.

O MST procura organizar as famílias assentadas em formas de cooperação produtiva em vista de melhorar sua condição de vida. Entre centenas de exemplos que deram certo no Paranáe Santa Catarina, no Sul do Brasil, destaca-se a COOPEROESTE, Cooperativa Regional de Comercialização do Extremo Oeste LTDA , sediada em Santa Catarina. Há também o exemplo bem sucedido da Coapar, em Andradina, no interior de São Paulo. Embora com razão social de empresa no regime de sociedade limitada, funciona como um verdadeiro condomínio produtivo. A criação de cooperativas é estimulada, embora as famílias que hoje estão assentadas não sejam obrigadas a trabalhar em cooperativas.

Movimento Sindical



 Movimento social de associação de trabalhadores assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma doutrina política segundo a qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da sociedade.
O sindicalismo tem origem nas corporações de ofício na Europa medieval. No século XVIII, durante a revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores, oriundos das indústrias têxteis, doentes e desempregados juntavam-se nassociedades de socorro mútuos.

O movimento sindical mais forte no Brasil ocorreu em São Paulo, onde os imigrantes integravam a massa de trabalhadores das fábricas e indústrias. Os sindicalistas ativos eram os anarquistas italianos que, surpreendendo os governantes, desencadearam uma onda de rebeliões, ulteriormente contida mediante violenta repressão policial. No Rio de Janeiro, o movimento sindicalista foi diferente do ocorrido em São Paulo. Suas preocupações estavam em causas mais imediatas, tais como a melhoria de salários e a redução do horário de trabalho. Portanto, tal movimento não visava a uma transformação da sociedade através dos sindicatos, princípio básico do anarcossindicalismo.

Movimentos Sociais atuais.






O movimento que tem a redução do preço das passagens como principal bandeira, e que eclodiu em onze capitais brasileiras, surpreendeu governos e políticos, mas também deixou a imprensa brasileira perplexa. Apesar de todo o aparato de tecnologia e logística das emissoras de TV para a cobertura ao vivo – e da bravura de seus profissionais de campo –, os telejornais, no calor dos acontecimentos, não conseguiram fazer mais do que mostrar os fatos em sua superficialidade, limitando-se, na maioria das vezes, a descrever a imagem captada pelos cinegrafistas nas ruas ou pelo helicóptero de plantão. Faltou um pouco mais de profundidade, especialmente nos noticiários dos canais por assinatura. Faltou um olhar menos descritivo e mais crítico. Faltou coragem e ousadia para comentar o inusitado. Desconhecimento de causa? Despreparo para lidar com um assunto incomum e imprevisível na mesmice de uma realidade a que nos acostumamos?





Movimentos Sociais e principais características.


Em linhas gerais, o conceito de movimento social se refere à ação coletiva de um grupo organizado que objetiva alcançar mudanças sociais por meio do embate político, conforme seus valores e ideologias dentro de uma determinada sociedade e de um contexto específicos, permeados por tensões sociais. Podem objetivar a mudança, a transição ou mesmo a revolução de uma realidade hostil a certo grupo ou classe social. Seja a luta por um algum ideal, seja pelo questionamento de uma determinada realidade que se caracterize como algo impeditivo da realização dos anseios deste movimento, este último constrói uma identidade para a luta e defesa de seus interesses. Torna-se porta-voz de um grupo de pessoas que se encontra numa mesma situação, seja social, econômica, política, religiosa, entre outras. Gianfranco Pasquino em sua contribuição ao Dicionário de Política (2004) organizado por ele e por Norberto Bobbio e Nicolau Mateucci, afirma que os movimentos sociais constituem tentativas – pautadas em valores comuns àqueles que compõem o grupo – de definir formas de ação social para se alcançar determinados resultados.